Tem gente que descobriu a palavra networking e nunca mais teve paz. De repente, todo evento virou palco para “se conectar”, toda conversa virou oportunidade e toda roda virou uma mesa estratégica. Mas antes de tudo, vale corrigir: network é a rede de contatos. Networking é o que você faz para construir e cultivar essa rede.
O problema é que muita gente confundiu networking com inconveniência. A pessoa chega em um evento, vê um grupo conversando e já entra no meio achando que está criando uma oportunidade. Só que, às vezes, aquela era apenas uma conversa onde ela não foi chamada. Proximidade física não cria conexão. Valor cria.
Relacionamento profissional não deveria começar com a pergunta “o que essa pessoa pode fazer por mim?”. O ponto é justamente o contrário: o que você tem para agregar? Que repertório você leva? Que experiência, visão, solução ou contribuição você consegue colocar na mesa?
Todo mundo quer sentar em mesas maiores, mas pouca gente se pergunta se tem algo relevante para oferecer quando chegar lá. Networking bom não nasce de forçar intimidade, distribuir cartão ou aparecer em foto ao lado de pessoas importantes. Nasce de consistência, entrega, postura e reputação.
No fim, o melhor networking ainda é o resultado. Quando você faz um trabalho tão bom que seu nome começa a chegar nos lugares antes de você, as portas se abrem de outro jeito. Porque as melhores mesas não são conquistadas no empurrão. Muitas vezes, é o seu trabalho que puxa a cadeira.
Autoria de Patricciá Barce por WMB Marketing Digital
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